quinta-feira, 9 de julho de 2015

COMO SE ESCREVE ISSO?



Não sabe como escrever uma palavra? É com S ou com Z? Para esse tipo de dúvida, tão comum em português, deve-se entender que a língua tem, basicamente, dois sistemas de escrita: regular e irregular.
Muitas vezes, as grafias não podem ser explicadas por nenhuma regra, pois é a origem da palavra ou a tradição de uso que justificam a forma de escrever. Por exemplo, a palavra "hoje" é escrita com "h" devido à etimologia do termo, pois a forma latina é "hodie".
Em outras situações, no entanto, é possível prever a grafia, porque se pode "adivinhar" sua forma. Por exemplo: a palavra "português", que é escrita com "s" e não com "z". Logo, as outras palavras do mesmo grupo, como "francês", "japonês" ou "norueguês", são também escritas assim, com S!


Os adjetivos que indicam lugar de origem são escritos com "s" e não com "z". Verifique: português, portuguesa, portugueses, portuguesas, francês, francesa, franceses, francesas, norueguês, norueguesa, noruegueses, norueguesas, finlandês, finlandesa, finlandeses, japonês, japonesa, japoneses, japonesas... Amplie a lista e confirme a regra!



Dicas de Gramática 05# – Acerca, a cerca ou há cerca?

Em nossa língua é comum encontrarmos palavras e termos parecidos; tanto em sonoridade quanto em grafia. Sendo assim, vou dar sequência à edição anterior – em que também tratei de palavras semelhantes na pronúncia e escrita – explicando a diferença de acerca, a cerca e há cerca. Segue abaixo a explicação dos termos.
Dicas de Gramática 05# – Acerca, a cerca ou há cerca?
Acerca, junto, significa “a respeito de”, “sobre” ou “quanto a”. Não tem nenhuma relação com os termos seguintes, nem sequer com o verbo acercar. Exemplos:
  • Discutimos acerca do (a respeito do) incidente da noite anterior durantes horas.
  • O ministro não se pronunciou acerca da (quanto à) acusação.
  • Não sabíamos nada acerca daquele (sobre aquele) assunto.
Diferente da palavra anterior, a cerca e  cerca possuem relação. Eles vêm do termo cerca de, que significa “aproximadamente”, e possuem significados semelhantes. Porém, a utilização do verbo haver ou da preposição a influencia muito no sentido dessas palavras em uma frase. Observem abaixo.
A cerca, antecipado pela preposição a, indica distância no espaço ou tempo futuro. Pode ser substituído por “a aproximadamente ou “a mais ou menos”. Exemplos:
  • Eles estão a cerca de (a aproximadamente) quinze quilômetros da faculdade.
  • Estamos a cerca de (a mais ou menos) um mês do início das eleições.
Há cerca, antecipado pelo verbo haver, indica existência ou tempo decorrido. Pode ser substituído por “faz aproximadamente” ou “existe aproximadamente”, dependendo da função na frase. Exemplos:
  • Há cerca de (faz aproximadamente) dois anos que não bebo.
  • Na escola, há cerca de (existem aproximadamente) cinco professores substitutos                     
Dicas de Gramática 04# – Seção, sessão ou cessão?
O quarto Dicas de Gramática tem um assunto que traz muitas dúvidas aos brasileiros. Essas são palavras com semelhante sonoridade e grafia, mas significados distintos. Sendo assim, é normal que fiquemos confusos quando precisamos utilizar um desses termos em algum texto. Nessa edição do projeto vou tentar esclarecer as diferenças dessas três palavras tão parecidas. Vamos nessa?
Seção
A palavra seção, com um cedilha, tem sentido de separar, repartir ou subdividir. Quando usamos essa palavra, estamos nos referindo a um departamento, segmento, subdivisão, fração, setor ou parte de um todo. Exemplos:
  • Sim, eu sou chefe da seção de compras.
  • As balas ficam na seção de doces, no fim do corredor.
  • O site não tem seção de contato.
Sessão
Já sessão, com dois “s”, tem um sentido relacionado ao tempo. Quer dizer o tempo de duração de um espetáculo, de uma assembleia ou de uma reunião. Exemplos:
  • A sessão de cinema durou quase três horas.
  • O congresso convocou uma outra sessão para finalizarmos o assunto.
  • Nós iremos na sessão de oito e meia.
Obs: nota-se que a palavra assembleia perdeu o acento graças à nova reforma ortográfica.
Cessão
A palavra cessão, iniciando com um “c” e com dois “s”, significa o ato de ceder, renunciar ou desistir. Exemplos:
  • Será necessária a cessão dos terrenos para evitar confusão.
  • A cessão de direitos sobre a herança ocorreu sem problema.
  • Ele autorizou a cessão do apartamento para os novos inquilinos.

Dicas de Gramática 03# – Junto ou Separado?

Esse terceiro Dicas de Gramática continuará a tratar do mesmo assunto que o anterior. Então veremos mais palavras que são escritas juntas ou separadas, mas que costumam ser usadas erroneamente pelos jovens internautas da atualidade. Portanto, vamos nessa.
Derrepente ou de repente?
O correto é “de repente”, separado, que tem o mesmo sentido de “repentinamente”, “de súbito” ou “subitamente”. Seria a conexão entre a preposição “de” antecedendo o substantivo “repente”. Mesmo que seja necessário que a preposição esteja presente para que haja um sentido à colocação do substantivo, não é necessária a junção das duas palavras. Exemplo:
  • Ela apareceu de repente.
Afim ou a fim?
Ambos os termos acima estão corretos, mas são usados erroneamente pelas pessoas. Diferente daquilo que os jovens costumam escrever, “afim” teria o mesmo sentido de “semelhante” ou “parentesco ou afinidade”. Enquanto “a fim”, separado, indicaria uma finalidade. Esse segundo pode ser substituído por “para”, “com o propósito de” ou “com a intenção de”. Exemplos:
  • Ela perdeu lápis, borrachas e afins. (semelhantes)
  • Todo mundo se levantou a fim de ver melhor. (para)
  • O Marquinhos está a fim de beijar aquela menina. (com o propósito de)
  • Ninguém está a fim de enfrentar aquele espadachim. (com a intenção de)
Concerteza ou com certeza?
O correto é “com certeza”, separado, que tem o mesmo significado de “certamente” ou “decerto”. Como o primeiro caso, seria a conexão entre a preposição “com” e o substantivo “certeza”. Mas também não é necessária que haja uma junção para que tenha sentido. Exemplos:
  • Isso é verdade? Com certeza. (certamente)
  • Ele é, com certeza, um homem de caráter. (decerto)

Dicas de Gramática 02# – Junto ou separado?

Olá, internautas!
Nessa quinta-feira, 22 de março, o Querida Mente Imperfeita completa um mês de existência. Então aproveito para agradecer pela dúzia de comentários e pelas mais de 500 visualizações que o blog teve nesses exatos 29 dias na blogosfera. Fico realmente contente em ver resultados.
Para começar mais uma série de postagens, hoje trago um novo texto do Projeto Dicas de Gramática. Espero que tenham lido as postagens anteriores e visto sobre a utilização correta dos porquês – assunto abordado no início da semana passada –, pois agora falaremos das palavras que formam termos escritas junta ou separadamente. Tenham uma boa leitura!
Denovo ou de novo?
Pra mim, começar com esses termos mais fáceis e simples sempre auxilia no entendimento do leitor. Uns ficarão surpresos em ver que estou falando desse termo facílimo, enquanto outros podem acabar descobrindo onde estavam errando. Mas para quem não sabe, o correto é “de novo”, separado. Ele tem o sentido de “novamente” ou “outra vez”. Exemplos:
  • Ela berrou de novo. (outra vez/novamente)
  • Começaremos com isso de novo? (novamente/outra vez)
Decerto ou de certo?
Nesse caso os dois termos estão corretos, tanto junto como separado. Decerto, junto, tem o sentido de “com certeza”, “certamente” ou “sem dúvidas”. Enquanto de certo, separado, teria o mesmo significado de “de determinado”. Exemplos:
  • Decerto que sim. (sem dúvidas)
  • Decerto não haverá festa. (com certeza)
  • Ela decerto chamou todos os amigos. (certamente)
  • Estamos falando de certo assunto. (de determinado)
Senão ou se não?
Os dois também estão certos, embora pouquíssimas pessoas usem o primeiro termo. Senão, junto, poderia significar “do contrário”, “de outro modo” ou “caso contrário”. Enquanto se não, separado, significaria “caso não”. Exemplos:
  • Não demore, senão chegaremos atrasados. (do contrário)
  • Não bata, senão arranjará briga. (caso contrário)
  • Melhor eu tentar, senão nunca vou conseguir. (de outro modo)
  • Faça algo se não quiser continuar assim. (caso não)

Dicas de Gramática 01# – Utilização dos Porquês

A utilização dos porquês geralmente confunde muitas pessoas na hora de escrever. Eles são quatro e são usados para situações totalmente diferentes umas das outras, que vamos aprender a diferenciar. Portanto, comecemos o projeto com dicas valiosas sobre esse assunto.
porque, junto e sem acento, é comumente usado em respostas explicativas. Trata-se de uma conjunção de causa ou explicação, que pode equivaler a “pois” ou “uma vez que”. Exemplos:
  • Ela saiu correndo porque (pois) estava desesperada. (explicação)
  • Não tomei atitude, porque (uma vez que) existiam casos de maior importância. (causa)
por que, separado e sem acento, é mais utilizado para iniciar perguntas. É a junção de uma preposição (por) mais um pronome interrogativo (que), significando “por qual razão” ou “por qual motivo”. Porém, também pode ser uma preposição (por) mais um pronome relativo (que), nesse caso sendo equivalente a “para que” ou “pelo qual”. Exemplos:
  • Por que (por qual razão) deixou sua mulher em casa? (preposição + pronome interrogativo)
  • Ele sabe por que (por qual motivo) demorou tanto para chegar? (preposição + pronome interrogativo)
  • A estrada por que (pela qual) passamos estava muito esburacada. (preposição + pronome relativo)
  • Minha colega estava muito ansiosa por que (para que) começassem as aulas. (preposição + pronome relativo)
porquê, junto e com acento, é um dos mais simples e o que menos as pessoas sabem usar. Se trata de um substantivo com sentido de “razão”, “motivo” ou “causa”. Está sempre acompanhado de artigo, adjetivo ou numeral. Exemplos:
  • Não sei o porquê (a razão) daquela reação extrema!
  • Não havia um porquê (um motivo) para aquela atitude debochada do professor.
  • Existem porquês (causas) que devem ser analisados.
por quê, separado e com acento, é bastante simples de usar. Ele tem o mesmo significado de “por que”, mas é empregado com acento sempre que vier antes do ponto final, de interrogação ou exclamação – o que geralmente ocorre no fim das frases. Exemplos:
  • Não sei por quê (por qual razão).
  • Sair correndo daquele jeito, por quê (por qual motivo)?
FICHAS DE LEITURA:



Disponível em: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/ortografia-regras-para-escrever-corretamente.htm; https://queridamenteimperfeita.wordpress.com/category/projetos/dicas-de-gramatica/; http://imagensparacolorir.blogs.sapo.pt/2013/02/20/. Acesso em: 09/07/2015.

Imagem disponível em: http://gidinews.blogspot.com.br/2013/11/o-resgate-da-ortografia_21.html. Acesso em: 09/07/2015.

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