domingo, 29 de novembro de 2015

CLIC: 
UM ESPAÇO DIFERENTE DE EDUCAÇÃO
EM BELO HORIZONTE



O CLIC – Centro Lúdico de Interação e Cultura é um espaço elaborado para atender crianças entre 1 e 6 anos. A meninada é dividida em grupos por idade mas sem perder as maravilhas e desafios da convivência de crianças com idades diferentes. O espaço funciona de segunda e sexta-feira entre 07:00 e 19:00, neste período as famílias podem montar o horário que se encaixa melhor na sua rotina desde que a criança frequente o CLIC todos os dias da semana no mesmo horário e que permaneça no mínimo quatro horas diárias. Esse espaço favorece a convivência e interação, proporciona o relacionamento humano e a produção de cultura. Situa-se em uma casa antiga, como uma “casa da vovó”, com um quintal pronto para acolher as crianças e seus educadores, em uma relação permeada pelas brincadeiras, que ambos trazem de suas experiências de vida. Estas podem começar tanto a partir das crianças quanto dos educadores e vão se modificando na relação entre ambos.

A brincadeira traz uma gama de desafios, elaborações e transformações sobre o meio que cerca a criança. É a primeira forma que ela tem de compreender o mundo e agir sobre ele; saber quem ela é, refletir sobre suas descobertas, imprimir sentido àquilo que pensa e faz. E também para saber como o mundo funciona. Além disso, na perspectiva infantil, a brincadeira permite que o sujeito se relacione. Como sabemos, é na relação que o ser se faz humano, por isto a convivência em grupo é tão importante para nós! Só a partir da convivência é que se aprende como “vivencia - com”. Aqui a criança aprende a conviver socialmente, a resolver problemas, a se colocar frente ao seu grupo social e a formar laços profundos de amizade!


Saiba Mais

O CLIC! Centro Lúdico de Interação e Cultura é um espaço de convivência para crianças de 1 a 6 anos. Como o próprio nome indica, o projeto se baseia em três princípios básicos, que se interagem no dia-a-dia: o lúdico, a interação e a cultura.

A convivência entre crianças e educadores é permeada pelas brincadeiras que ambos trazem de sua experiência de vida. As brincadeiras começam a partir das crianças e através das construções coletivas, vão se modificando. Os adultos, por vezes, são convidados a participar e, por vezes são uma presença atenta para acolher as crianças e auxiliar a convivência. A brincadeira traz uma gama de desafios, elaborações e transformações do mundo. A criança brinca para pesquisar sobre o mundo em que vive, para se conhecer e para conhecer os outros. Então, é na relação que o ser se faz humano: na relação da criança com ela mesma - com suas fantasias e medos - na relação com os amigos da mesma turma, na relação com crianças mais novas, com as mais velhas, com os educadores, com os outros adultos da casa, com os objetos, enfim, com tudo que a cerca. E, no mundo da criança, é a brincadeira que permite estas relações.

Esse espaço para conviver, interagir, relacionar é uma casa antiga, como uma “casa da vovó”, com um quintal, na qual as crianças chegam diariamente, cada uma no seu horário, e se inserem em um grupo para começar mais um dia de descobertas.

Os grupos são divididos por idade em determinados momentos, para a organização da rotina, e em outros as trocas entre idades é muito bem vinda. O CLIC! funciona de 7:00 às 19:00. Cada família pode montar o horário de sua criança, desde que esta cumpra o mesmo horário de segunda a sexta-feira, por no mínimo quatro horas diárias e que ela participe da roda de sua turma. A roda é o momento da organização de cada turma, do reconhecimento do grupo e de cada membro, de falar e escutar o amigo e de combinar o quê cada grupo vai fazer no dia. Assim, a partir dos combinados a meninada se desloca para um cômodo ou outro da casa que permita realizar aquela atividade programada. Combinar e construir ideias em comum implica em se impor, explicar seus motivos, respeitar os motivos do outro que pensa diferente, ora ceder e ora não ceder. Esse trabalho diário das crianças é um exercício de convivência consigo mesmo e com o outro.

É a relação verdadeira entre pessoas e o mundo - que se caracteriza pela pouca quantidade de objetos mediadores - que almejamos no nosso dia-a-dia, pois esta relação traz a dimensão do ser humano em toda a sua complexidade. A criança tem a oportunidade de respeitar as diferenças, de compreender os conflitos internos e externos e de aceitar as possibilidades e limitações de cada um que se abre e se entrega a esse convívio. Dessa forma, esperamos que a meninada que fez, faz e fará parte da história do CLIC! esteja mais preparada para o mundo lá fora: pesquisando-o, compreendendo-o e o modificando sempre que possível; se acreditando, enquanto seres produtores de uma sociedade mais tolerante e mais autônoma.


Oficinas de Yoga

É com muita alegria que venho apresentar a proposta de oficina de yoga para as crianças do CLIC! Como professora e praticante, nada mais prazeroso que poder compartilhar a riqueza dessa filosofia milenar, a qual nada mais busca que proporcionar às pessoas um contato mais próximo consigo mesmas. È nesse contato que podemos nos conhecer, saber de nossas potencialidades e caminharmos mais seguros pela jornada da vida.

A oficina nasceu da necessidade de oferecer às crianças uma oportunidade de trabalhar, via corpo, vários “sintomas” do mundo adulto contemporâneo que já se manifestam na criançada, como o stress, a ansiedade e a fragmentação, ou seja, essa tendência de vermos o ser humano todo dividido, não integrado. O yoga, com seu objetivo de integrar corpo, mente, emoções e espírito, traz o convite às crianças a chegarem um pouco mais perto de si mesmas e se conhecerem. Por meio de posturas psicofísicas (os ásanas), exercícios respiratórios (pranayamas) e práticas de relaxamento as crianças têm a possibilidade de sentirem suas respostas a várias perguntas: quais são minhas sensações? (com determinado toque); como é minha respiração? (quando relaxo ou quando estou ativo); quais são meus limites? (em determinada postura). 

No entanto, não pode faltar diversão! Essa viagem para dentro de si mesmo tem que ser, acima de tudo, prazerosa. Para isso as aulas são ministradas por meio de contação de histórias, danças, brincadeiras, teatro, artes plásticas, etc. O mundo mágico infantil abre as portas para juntos imitarmos os bichos e suas posturas mais inusitadas, sentirmos diferentes gostos, cheiros, texturas e aprender com tantas sensações corporais, tomarmos consciência do ar que entra pelas nossas narinas, relaxarmos e até mesmo preparar e experimentar um alimento diferente.

E nessa brincadeira de praticar yoga os benefícios aparecem aos montes. A prática de determinadas posturas trabalha a flexibilidade e o equilíbrio, fortalece a musculatura, melhora a postura corporal, desenvolve a coordenação motora e a concentração. Os exercícios respiratórios produzem efeitos sedativos e acalmam a criança, estimulam-na a respirar mais profundamente e melhora o fluxo de energia vital pelo corpo. Vários sistemas são trabalhados além do aparelho locomotor, como os sistemas nervoso, imunológico e endócrino.

Essa abordagem integral é expandida para além de aspectos corporais, uma vez que são trabalhados valores como o respeito e o cuidado (a não violência com seu próprio corpo, com o outro e com o ambiente); o cultivo de uma auto-imagem positiva; a coragem para experimentar e a crença de que em cada ser habita uma luz própria. 


Brincando com a horta




Os canteiros que ficam na entrada do CLIC! e no pátio da frente da casa estão ganhando novos cuidados: durante algumas manhãs e tardes a Lívia está presente para realizar a manutenção da horta e suas necessárias renovações. No entanto, esse cuidado não poderia deixar de ser uma grande oportunidade para as crianças, durante a brincadeira com a horta, entrarem em contato com experiências de preparação da terra, plantio de mudas, tubérculos e sementes e com o cuidado com as plantas que estão crescendo. Além disso, o contato com a horta do CLIC! possibilita algumas reflexões sobre o respeito ao meio ambiente, o cuidado com a natureza, a compreensão do ciclo vida-morte dos seres, da interdependência de todos os seres do planeta, entre muitas outras reflexões que as crianças fazem.



A meninada é convidada a participar das atividades da horta, livremente, quando está brincando no pátio. Não se trata de uma oficina fixa, com início e término. Cada criança tem a oportunidade de permanecer o tempo que desejar ajudando a Lívia. Desde simples 10 minutos até mesmo duas horas ou mais, dependendo da animação de cada pequeno jardineiro! 


Lívia e a meninada se divertem muito no contato direto com a terra, ao revolvê-la, misturá-la e prepará-la, seja com as pás, as mãos e até com os pés! Nessas brincadeiras são exploradas diversas sensações táteis, enfocando a liberdade de se sujar e a curiosidade com seres vivos da terra, como, por exemplo, as intrigantes minhocas e centopéias. Uma vez preparada a terra, a meninada pode escolher entre sementes de vários legumes, frutas e hortaliças para plantar, como as sementes de milho, feijão, abóbora, cenoura, beterraba, rabanete, lentilha, abobrinha, mamão e melancia que já estão na terra e são oriundas muitas vezes do próprio lanche. Podem acompanhar o que acontece com um cará, quando é enterrado na terra. Será que cresce alguma coisa? Ou podem achar o lugar mais gostoso para receber uma muda de acerola. A meninada é, então, convidada a observar o processo de desenvolvimento de cada planta e cuidar da horta, regando, fazendo plaquinhas indicativas do que foi plantado e respeitando as necessidades de espaço entre si, que as próprias plantas pedem! A idéia é oferecer a oportunidade para a criançada vivenciar experiências e realizar um aprendizado concreto no contato simples com a horta e suas riquezas! 


Oficinas de Artes Plásticas



A proposta da oficina de artes plásticas tem como principal objetivo aprimorar o olhar crítico das crianças a partir de vivencias relacionadas à história da arte, história da humanidade e compreensão das expressões artísticas.


A comunicação ocorre não apenas através da linguagem oral ou escrita, mais também através de imagens. As linguagens oral e a escrita, são bastante trabalhadas, já a linguagem visual que precede a escrita, é trabalhada de forma superficial. As imagens estão presentes em todos os lugares, estão repletas de significados e para conseguir uma boa leitura é necessário questioná-las: O que você acha desta imagem? É uma boa imagem? O que tem na imagem? Em qual contexto ela está inserida? O que ela provoca em você? O que ela te faz sentir e pensar? O que ela quer dizer? Etc...

A História da arte se baseia em quebras e inovações de conceitos. O objetivo é dar oportunidade às crianças de experimentar algumas épocas marcantes nesse contexto, para que haja apropriação da arte através de práticas nos marcos históricos.

No decorrer da história, irão surgir vivencias de como a arte se transforma com o passar do tempo. Essas vivencias são importantes para interiorizar as transformações, passando por trabalhos com barro (escultura e pintura rupestre), argila, pintura, gravura entre outros. 

Passar pela história da humanidade é apropriar-se se uma história que nos pertence.

O plano de trabalho é iniciar pela pré história, passar pela arte indígena, idade média, idade moderna e chegar ao contemporâneo, sempre fazendo análises de imagens e da evolução das artes visuais. 

“A arte fora de um contexto histórico é arte sem memória” Ana Mae Barbosa. 

Segundo Lazlo Moholy-Nagy – artista do inicio do sec. XX – “No futuro, o verdadeiro analfabeto seria aquele que não soubesse ler uma imagem, e o futuro, provavelmente, é agora; num mundo regido por imagens, compreender o processo de construção (e interpretação) do signo fotográfico é fundamental...”

Pablo Quaglia


Mãos do Clic

As mãos das pessoas são instrumentos capazes de expressar a criatividade e sentimentos que as palavras não alcançam ...




















sexta-feira, 27 de novembro de 2015

CRIANÇAS RACIONANDO ÁGUA

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No dia 22 de março se celebra o Dia Mundial da Água, uma celebração promovida pela ONU que desde 1993, busca conscientizar a todos os países a realizar atividades relacionadas com a conservação e o desenvolvimento dos recursos hídricos. 
71% da superfície da terra está coberta por água, mas somente 2% é água potável, por isso é tão importante trabalhar na conservação e o cuidado da água, um bem básico para a sobrevivência do ser humano. Está claro que os organismos internacionais podem tomar medidas e realizar ações a nível global. No entanto, cada um de nós nas nossas casas pode fazer pequenas ações que contribuam para economizar água, e, portanto, pela sua conservação. 

Truques para economizar água em casa com as crianças

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Os pais podem educar com o exemplo aos seus filhos, e ensiná-los pequenos truques e idéias para não desperdiçar água. É básico que, para educar no cuidado do meio ambiente aos nossos filhos, nós sejamos os primeiros a aplicar essas pequenas ações. São fáceis de serem realizadas. Vocês podem realizá-las em casa sem nenhum esforço e explicar às crianças porque praticam. Com efeito, as crianças podem ajudá-los em algumas delas: 
- Encher a lavadora de pratos e de roupas antes de iniciar o programa. Somente com essa ação, são economizados quase 4000 litros de água por mês. Muitas pessoas aproveitam a água da lavadora para lavar o piso da casa ou para os banheiros. 
- Se você tiver ar-condicionado, a água que sai do aparelho pode ser recolhida para regar as plantas com ela. 
- A ação de tomar banho de banheira consome o dobro de água que uma ducha e esta pode ser realizada de maneira mais ágil e você economiza mais de 4000 litros de água por mês.
- No entanto, se você tiver muitos filhos, uma boa idéia é dar banho neles juntos. 

- Fechar a torneira do chuveiro enquanto estiver se ensaboando ajudará a economizar água. Com efeito, esse asseio pessoal é uma das ações que mais gasta água. 
- Em épocas de frio, quando estiver utilizando um chuveiro elétrico que tem saída quente e fria, não desperdice a água fria até que chegue a quente. Recolha-a e utilize-a para regar plantas. 
- O copo que as crianças bebem água pode ser usado durante todo o dia. 
- Se você tiver uma avaria ou uma goteira, ou a sua torneira não para de cair água, conserte com a máxima urgência para evitar a perda de água. 
Ensinar as crianças a cuidarem da sua higiene é básico, mas, além disso, é importante explicar a elas que devem fechar a torneira enquanto se escovam os dentes ou enquanto ensaboam as mãos. 
- Se você tiver uma descarga com duplo sistema de descarga de água, ensine aos seus filhos a utilizar o botão menor, ou o maior de acordo com cada situação. 
- Explique aos seus filhos que o vaso sanitário não é uma lixeira.
A crise hídrica é pauta recorrente nos últimos tempos, e não podemos fechar os olhos para essa situação. Esta realidade tem alterado a dinâmica familiar e o dia a dia das crianças. O trabalho de conscientização dos pequenos, portanto, não está restrito ao ambiente escolar. Em casa, pais e filhos podem adotar alguns hábitos simples que ajudam a economizar a água e evitar o desperdício desenfreado.
Vale lembrar que o comportamento dos filhos é, na maioria das vezes, reflexo das atitudes dos pais. Por isso, não adianta querer cobrar algo dos pequenos que não é praticado pelos adultos da casa. O primeiro passo, portanto, é se esforçar para passar um bom exemplo e deixar as crianças mais estimuladas para “copiar” as atitudes dos mais velhos.
“A economia de água está ligada diretamente ao respeito à natureza. A partir da consciência de que a água é finita, dá para conversar com as crianças e buscar alternativas de como economizar, para que ninguém fique sem. Uma dica é perguntar, no dia a dia, o que a criança poderia fazer para não desperdiçar, analisando as alternativas que podem se converter em propostas para mudar a rotina. Também dá para montar um diário com a criança, para que ela observe onde gasta água e como evitar o desperdício”, explica Pollyana Mustaro, pedagoga e professora de tecnologia educacional da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Os pequenos têm maturidade suficiente para entender a importância dos novos hábitos, ao contrário do que muitos pais acreditam. Cada faixa etária requer um nível de conscientização diferente, porém. Com os menores, por exemplo, vale abusar da criatividade e abordar os tópicos da economia de água de um jeito lúdico e divertido, com jogos, brincadeiras e histórias. Apenas dizer que é importante fechar a torneira na hora de escovar os dentes ou mandar a criança obedecer não traz o mesmo efeito.

Veja algumas ideias para inspirar você:
  • Louça: em vez de simplesmente colocar os pratos sujos na pia, que tal limpá-los bem antes de abrir a torneira? A criança pode ajudar jogando fora os restos de alimentos que ficaram nos pratos.
  • Descarga: outra dica é ensiná-las a economizar na hora de dar descarga. Nada de pressionar o botão por muito tempo – quanto mais breve, melhor.
  • Xixi no banho: Esta é mais uma maneira para economizar a descarga de água.
  • Banho: essa medida é clássica. Que tal apostar uma ‘corrida’ na hora do banho? Quem tomar mais rápido é o vencedor! Desse jeito, tomar um banho mais rápido fica divertido e consciente.
  • Lavar as mãos: a torneira precisa ficar fechada enquanto as crianças ensaboam as mãos, evitando o desperdício à toa.
  • Jardim: quem tem uma área verde em casa também precisa tomar alguns cuidados. Regar as plantas com a mangueira é um hábito que precisa ser abandonado. Um regador dá conta do recado e pode ficar sob responsabilidade da criança.
  • Caça-gotas: outra brincadeira é inventar uma missão especial para a garotada. Eles podem ser os caçadores de gotas e vazamentos da casa, fechando torneiras e alertando os pais sobre o desperdício.
  • Chuveiro desligado: se está calor, por que não desligar o chuveiro na hora de se ensaboar? Ajuda na economia de água e a criança pode se divertir com a espuma.
  • Escovar os dentes: aqui a torneira também deve ser fechada enquanto a criança escova os dentes. O maior exemplo tem que vir dos pais.
  • Gargarejo: em vez de abrir a torneira para enxaguar a boca ou fazer gargarejos, a dica é deixar um copo de água na pia para atender às necessidades das crianças. Assim, dá para gastar só o necessário.
Disponível em: http://br.guiainfantil.com/blog/educacao/valorescomo-ensinar-a-crianca-a-economizar-agua/; http://poupeagua.eco.br/?p=600. Acesso em: 27/11/2015.

Imagem disponível em: http://www.xalingo.com.br/blog/2013/03/dia-da-agua-dia-de-ensinar-a-economizar-2/. Acesso em: 27/11/2015.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

A HISTÓRIA DE RUBY BRIDGES



“Ruby Bridges, uma criança de Nova Orleans protagonizou um das fotografias mais importantes do século XX. O que deveria ser rotina, sua caminhada até a escola, se transformou em uma cena inesquecível: Ruby, na estatura de seus seis anos de idade, desce uma escadaria sob a escolta de policiais federais” – Dj Black Josie

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Ruby Bridges é um ícone do movimento pelos direitos civis. E é  o livro “Through My Eyes” onde é contada a história  em primeira mão de como era ser uma garota negra de 6 anos de Nova Orleans, Louisiana, que preparou o terreno para a integração escolar.
Em 1954, ano em que Ruby nasceu, o  Supremo Tribunal dos EUA ordenou o fim do “separados mas iguais”  na educação para crianças Africano-Americanas. Escolas no sul do país ignoraram a decisão.  À Louisiana foi dado o prazo até  final de setembro de 1960, para integrar as escolas de Nova Orleans. Elas começariam com os Jardins de Infancia  e iriam  integrar um ano escolar de cada vez.  RubyBridges era apenas uma das cinco crianças negras que passaram no teste para determinar quais seriam as crianças que seriam enviados para as escolas dos “brancos”. O teste havia sido  criado de uma maneira para que as crianças negras não fossem capazes de passar.  A família de Ruby tomou a decisão de lutar por seus direitos e inscreveu a pequena Ruby no primeiro grau em uma escola toda branca. Ela seria a única criança negra lá.
Ruby chegou para seu primeiro dia de aula com uma  escolta de quatro agentes federais e foi apulpada por uma multidão sinistra das donas de casa  e adolescentes enraivecidos.  Mães furiosas  tiraram as suas crianças da escola, alegando que elas só voltariam quando  Ruby tivesse deixado o local.  Por todo esse ano letivo a escola ensinou apenas para   cinco alunos. Ruby e outros quatro estudantes brancos.

O Filme: “Ruby Bridges – Uma Menina luta por seus Direitos”, Drama, USA 1998

O Filme: “Ruby Bridges – Uma Menina luta por seus Direitos”, Drama, USA 1998
Sinopse: New Orleans, 1960: embora o governo federal garantisse o acesso dos negros às escolas de brancos, a realidade local era outra. Ruby Bridges, uma menina de 6 anos, se destaca intelectualmente e por isso uma associação procura os Bridges para que ela seja uma das primeiras crianças negras a estudar numa tradicional escola de brancos. Mesmo receosos, os pais autorizam, mas agentes federais a acompanham, pois os protestos eram diários e o preconceito estava até na escola. Sua sorte foi ter encontrado uma professora que a protegia.

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New Orleans, 1960: embora o governo federal garantisse o acesso dos negros às escolas de brancos, a realidade local era outra. Ruby Bridges, uma menina de 6 anos, se destaca intelectualmente e por isso uma associação procura os Bridges para que ela seja uma das primeiras crianças negras a estudar numa tradicional escola de brancos. Mesmo receosos, os pais autorizam, mas agentes federais a acompanham, pois os protestos eram diários e o preconceito estava até na escola. Sua sorte foi ter encontrado uma professora que a protegia.


Disponível em: http://www.geledes.org.br/a-pequena-ruby-bridges-e-a-historia-do-racismo-nos-eua/#gs.atQacRs; http://www.jonnysize.com.br/website/blog/index.php/ruby-bridges-ela-fez-a-diferenca-com-apenas-6-anos-de-idade/. Acesso em: 25/11/2015.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

LER É TAMBÉM UMA QUESTÃO DE EXEMPLO


Ler é um hábito adquirido principalmente na infância, quando as crianças são incentivadas a ganhar livros com desenhos, sempre muito coloridos, para despertar o interesse e a curiosidade dos pequenos. Porém, o incentivo puro não funciona, pois se os pais não leem para seus filhos enquanto ainda não estão alfabetizados ou não têm eles próprios o hábito de ler, o gosto infantil pela leitura pode se perder.

Foi comprovado por pesquisas que quanto mais cedo a criança tem contato com livros, principalmente se for acompanhado pelos pais, tem melhor capacidade de compreensão, pronuncia das palavra e de comunicação. A literatura infantil é um caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa.

O hábito da leitura ajuda a criança a criar familiaridade com a escrita e a compreensão de texto, facilitando a alfabetização. Ler também é importante porque ajuda a fixar a grafia correta das palavras. Ou seja, quem é acostumado à leitura desde bebezinho se torna muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida.
A leitura é contagiante, então se os filhos se acostumam a ver os pais lendo, quietinhos, imersos num bom livro, com certeza saberão que ler é gostoso e farão o mesmo. Como a criança adora estar na companhia dos adultos, uma boa dica é aproveitar um período do dia e chamar seu filho para junto de você, para lerem uma história infantil ou mesmo alguma matéria de revista relacionada ao mundo deles.

Não existe uma idade ideal para começar a ler para seu filho, que mesmo bebê, já se acostuma a ouvir a história, que mais tarde, ganhará imagens e letras quando ele estiver alfabetizado. Ler em grupo estreita o vínculo familiar, já que as emoções da história são vivenciadas por todos.

Outras pequenas atitudes podem ajudar a incentivar a criança a ler, como deixar os livros sempre ao alcance dos pequenos e ler junto com eles pelo menos uns 20 minutos por dia. Os livros não são objetos sagrados, devem ser folheados, mexidos, até rasgados, pois essa vivência os tornará mais próximos.

Frequente livrarias e bibliotecas, dê livros, gibis e revistas de presente. Empreste livros para os amigos dele, estimule a troca entre eles. Estimule a participação em outras atividades que usem a leitura, como jogos, receitas e mapas.

Quando a criança já estiver alfabetizada, peça para que leia para você, invente histórias, crie outros personagens ou até incentive a criar outros finais para aquele livro favorito, isso estimula a imaginação e é um exercício prazeroso, pois invenções maravilhosas podem surgir e a diversão é garantida.

Brasília - No Dia Nacional do Livro, comemorado hoje (29), a especialista em literatura infantil e escritora Ieda de Oliveira ressaltou que a leitura é um hábito passado essencialmente pelo exemplo. Contar historinhas para as crianças é um bom começo para despertar um leitor ávido por novas e emocionantes narrativas.“A transição entre ouvir as histórias contadas pelos pais e ler as histórias tem que ser uma busca própria da criança." Ela disse ainda que os pais não devem restringir, entre os livros infantis, quais os que os filhos devem ou não ler. “Deixe ele fazer a escolha dele, dentro de um contexto infantil.”

Ieda de Oliveira avalia que atualmente existem muitas opções de boa literatura infantil, que instiga o espírito crítico da criança. “Isso abre portas, influencia muito na formação do indivíduo”, ressaltou. A literatura infantil não serve para, ensinar, empurrar informações”, acentua. "Educar é conduzir. É tratar o leitor como ser inteligente, é orientar a aprendizagem e não adestrar", completou.

"Eu me educo quando leio Guimarães Rosa, eu me educo quando leio Jorge Amado, tanto quanto me educo quando leio Ana Maria Machado. Educo-me ainda diante de uma tela de Renoir ou ouvindo Mozart ou Chico Buarque de Holanda. Quando o artista, por meio de um domínio técnico, conduz o seu leitor para fora de si mesmo, levando-o, pelo prazer estético, a refletir e olhar o mundo a sua volta, estabelecendo novos sentidos, ele o está educando. Cada um trabalhando com sua matéria-prima, que no caso do escritor é a palavra ", ressaltou.

A escritora acredita que o brasileiro está lendo mais. “Não podemos assegurar que o conteúdo é bom, mas está aumentando o número de indivíduos que leem. Estamos vendo um movimento do governo de melhorar o acesso aos livros. Os meios de informação também estão tendo uma função muito importante de difundir a papel que a leitura tem na vida das pessoas.”

Ieda vê nas redes sociais, não uma concorrente da literatura, mas uma forma de divulgação, não só da literatura como de todas as formas de artes. “Um amigo, ou amigo de amigo publica uma resenha, diz que aprecia um quadro, isso chega como um estímulo a mergulhar no mundo das artes”, disse.

 Leia também

Disponível em: http://www.vilamulher.com.br/familia/filhos/para-incentivar-leitura-pais-devem-dar-exemplo-10707.html; http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2012-10-29/leitura-e-um-habito-que-se-adquire-pelo-exemplo-diz-escritora. Acesso em: 24/11/2015. 

Imagem disponível em: http://jornalcorreioeletronico.com.br/geral/por-que-os-pais-devem-ler-para-os-filhos/. Acesso em: 24/11/2015.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

BRASIL TEM OBTIDO AVANÇOS 
NA ALFABETIZAÇÃO - 
SERÁ???



Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil

O Ministério da Educação avalia que o Brasil tem obtido avanços na alfabetização e trabalhado para ampliar a cobertura. O 11° Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, divulgado hoje (29) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), aponta que o compromisso assumido por 164 países, entre eles o Brasil, de melhorar a qualidade da educação até 2015 não será atingido globalmente.
Pelo acordo, os países devem expandir cuidados na primeira infância e educação, universalizar o ensino primário, promover as competências de aprendizagem e de vida para jovens e adultos, reduzir o analfabetismo em 50%, alcançar a paridade e igualdade de gênero e melhorar a qualidade da educação.
“O analfabetismo, quando você pega toda a faixa etária, é uma meta de grande dificuldade. Pode ser até que no global, a gente não chegue aos números, mas vamos chegar com a população mais jovem”, disse o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, sobre a meta de reduzir a taxa de analfabetismo.
Conforme o presidente do Inep, o Brasil vai cumprir ao menos quatro das seis metas do acordo. As duas que representam desafios são a da alfabetização e a de expandir a educação na primeira infância. “É preciso recordar que os dados do relatório são de 2011 e o Brasil está caminhando com celeridade. O trabalho está sendo feito e são metas que vamos perseguir com cada vez mais afinco”, observa.
Em relação à educação na primeira infância, ele informou que o atendimento de creches quase dobrou entre 2002 e 2012.
De acordo com o relatório, dez países respondem por 72% da população mundial de adultos analfabetos. O Brasil aparece em oitavo lugar no ranking. Na primeira posição, aparece a Índia, seguida pela China, pelo Paquistão, Bangladesh, Nigéria, Etiópia, Egito, Brasil, Indonésia e República Democrática do Congo.
Para Luiz Cláudio, ao analisar a posição do Brasil no ranking é preciso observar que o país é o quinto mais populoso do mundo. “É evidente que qualquer percentual, mesmo que pequeno, que seja reduzido, vai representar um grande contingente”, disse. Ele ressaltou que 98,8% dos adolescentes de 15 anos ou 16 anos estão alfabetizados.
A taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais no país é 8,6%, totalizando 12,9 milhões de brasileiros, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2011. Para cumprir o compromisso assumido no acordo, o Brasil deve chegar a taxa de analfabetismo de adultos de 6,7%, em 2015. De acordo com o presidente do Inep, em 1940, o percentual era 56%; em 2010, era 10%.

Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2014-01/brasil-tem-obtido-avancos-na-alfabetizacao-diz-mec. Acesso em: 17/11/2015.

Imagem disponível em: http://sab.educacao.rn.gov.br/Acesso em: 17/11/2015.