Mostrando postagens com marcador Escrever. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Escrever. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de junho de 2017

QUANDO MEU/MINHA FILHO/A 
VAI LER E ESCREVER?

Resultado de imagem para leitura e escrita


"A alfabetização é como começar a andar: quando vemos um grupo de crianças andando, você não sabe quem andou primeiro. Ler é o mesmo: uns começaram em março, outros em outubro, outros em novembro. Mas quando todos leem, você não sabe quem leu primeiro!”, diz a psicopedagoga Renata Aguillar.

Quando lemos a frase da psicopedagoga, parece simples compreender o processo de alfabetização.

Sabemos que a aprendizagem é diferente para cada criança e o tempo para aquisição da leitura e da escrita não é o mesmo para todos, mas recorrentemente a angústia e/ou ansiedade dos pais se traduz na seguinte pergunta: “quando o meu filho vai ler?” Às vezes, a pergunta transforma-se em um pedido de socorro: “quero que me ajude, pois meu filho não lê e conheço alunos da sala dele que já estão lendo há dois meses! Preocupações compreensíveis e muito comuns.”

É importante que compreendam que existem cinco níveis de alfabetização e a criança está em constante evolução. Quando introduzido no mundo das letras, o aluno não estabelece vínculo entre fala e escrita. Ele usa números e letras na mesma palavra e/ou a representa através de desenhos. Posteriormente, a criança percebe que existe alguma relação entre pronúncia e a escrita, desvinculando a escrita das imagens e os números das letras. Supõe que a escrita representa a fala e, aos poucos, começa a combinar vogais e consoantes na mesma palavra, tornando a leitura sociável, como no exemplo a seguir: CAL que corresponde a CAVALO.

Um dos objetivos do 1º ano é que a criança aprenda a ler e escrever, ou seja, que alcance o nível alfabético e isso acontece quando há a compreensão do modo da construção do código da escrita. O aluno entende que existem letras e que estas representam palavras... Há as consoantes, as vogais e, quando combinadas, se transformam em palavras diferentes e as uniões dessas palavras formam uma frase.

Portanto, no 1º ano, o aluno lê e consegue representar o que leu através da escrita, mas vale ressaltar que esse é um processo construído durante todo o ano letivo.

A escrita, por sua vez, é acompanhada de omissão de vogais ou consoantes, principalmente em palavras mais complexas, como na seguinte frase: “O MENINO VIROL UM LOBO E SEUS AMIGOS SAIU CORREDO”. Percebam que a criança troca o “U” pelo “L”, não escreve o “N” na palavra correNdo e não consegue conjugar o verbo “sair” de forma correta.

A troca de letras também é comum em palavras que possuem sons parecidos, como “CAZA” (casa) e “REZOLVEU” (resolveu).

Todas as trocas e omissões de palavras são normais nessa fase e não caracterizam problema de aprendizagem. Comumente, é no 2º ano que os erros ortográficos diminuem. Diminuirão, o que não significa que desaparecerão!

Com relação ao tempo de aprendizagem de cada criança, a escola está preparada para intervir nos diferentes níveis de alfabetização. Caso seja diagnosticada alguma situação que caracterize déficit ou que precise de mais atenção, os responsáveis serão orientados.

Espero que o texto tenha esclarecido alguns pontos do processo de alfabetização.

Exponham suas dúvidas! Quanto menos ansiosos estiverem com relação ao momento em que seu (sua) filho (a) irá ler e escrever, maior será a possibilidade de serem facilitadores do processo ensino-aprendizagem.

Texto escrito pela Professora Samara Moraes - Turma: 1º ano B

Disponível em: http://altograu.blogspot.com.br/2012/02/texto-sobre-alfabetizacao-para-reuniao.html. Acesso em: 28 jun. 2017.

Imagem disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/1979/alfabetizacao-leitura-e-escrita-em-sala-multisseriada. Acesso em: 28 jun. 2017.

domingo, 10 de julho de 2016

ALFABETIZAÇÃO EM CASA?



Hoje me deparei com uma "chamada", um "link" que me deixou incomodada. Trata-se de uma apostila intitulada "As 5 etapas para alfabetizar seus filhos em casa: o guia definitivo". O material é disponibilizado em DOWNLOAD GRATUITO e se propõe a O trazer "a essência do método eficaz de alfabetização criado pelo prof. Carlos Nadalim, ao longo de cinco anos de pesquisas". Esse método é "repleto de exercícios divertidíssimos, que, além de ensinarem, aproximam pais e filhos". Por meio de um e-book, o material pretende auxiliar pais e mães em sua casa, na "pré-alfabetização de seus filhos". Diante disso, faço algumas afirmações:

- Está claro aqui uma desprofissionalização da docência.
- Faltou fazer uma diferenciação entre ensinar e ajudar com base naquilo que já foi ensinado (no dever de casa, por exemplo).
- Há aqui um consenso assustador que pressupõe que haja um melhor método para se alfabetizar.
- A visão aqui retratada remonta à Idade Média, em que os professores iam nas casas das crianças de famílias abastadas para lhes ensinar a ler e a escrever.
- É disponibilizada aqui uma visão simplista da alfabetização (como mera codificação e decodificação), algo que já se considera superado ou ao menos ultrapassado nas teorias sobre alfabetização.


Disponível em: http://www.comoeducarseusfilhos.com.br/ebook-5-etapas/. Acesso em: 10/07/2016.

Imagem disponível em: http://www.unicamp.br/iel/memoria/Ensaios/Marcia/marcia.htm. Acesso em: 10/07/2016.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

COMO SE ESCREVE ISSO?



Não sabe como escrever uma palavra? É com S ou com Z? Para esse tipo de dúvida, tão comum em português, deve-se entender que a língua tem, basicamente, dois sistemas de escrita: regular e irregular.
Muitas vezes, as grafias não podem ser explicadas por nenhuma regra, pois é a origem da palavra ou a tradição de uso que justificam a forma de escrever. Por exemplo, a palavra "hoje" é escrita com "h" devido à etimologia do termo, pois a forma latina é "hodie".
Em outras situações, no entanto, é possível prever a grafia, porque se pode "adivinhar" sua forma. Por exemplo: a palavra "português", que é escrita com "s" e não com "z". Logo, as outras palavras do mesmo grupo, como "francês", "japonês" ou "norueguês", são também escritas assim, com S!


Os adjetivos que indicam lugar de origem são escritos com "s" e não com "z". Verifique: português, portuguesa, portugueses, portuguesas, francês, francesa, franceses, francesas, norueguês, norueguesa, noruegueses, norueguesas, finlandês, finlandesa, finlandeses, japonês, japonesa, japoneses, japonesas... Amplie a lista e confirme a regra!



Dicas de Gramática 05# – Acerca, a cerca ou há cerca?

Em nossa língua é comum encontrarmos palavras e termos parecidos; tanto em sonoridade quanto em grafia. Sendo assim, vou dar sequência à edição anterior – em que também tratei de palavras semelhantes na pronúncia e escrita – explicando a diferença de acerca, a cerca e há cerca. Segue abaixo a explicação dos termos.
Dicas de Gramática 05# – Acerca, a cerca ou há cerca?
Acerca, junto, significa “a respeito de”, “sobre” ou “quanto a”. Não tem nenhuma relação com os termos seguintes, nem sequer com o verbo acercar. Exemplos:
  • Discutimos acerca do (a respeito do) incidente da noite anterior durantes horas.
  • O ministro não se pronunciou acerca da (quanto à) acusação.
  • Não sabíamos nada acerca daquele (sobre aquele) assunto.
Diferente da palavra anterior, a cerca e  cerca possuem relação. Eles vêm do termo cerca de, que significa “aproximadamente”, e possuem significados semelhantes. Porém, a utilização do verbo haver ou da preposição a influencia muito no sentido dessas palavras em uma frase. Observem abaixo.
A cerca, antecipado pela preposição a, indica distância no espaço ou tempo futuro. Pode ser substituído por “a aproximadamente ou “a mais ou menos”. Exemplos:
  • Eles estão a cerca de (a aproximadamente) quinze quilômetros da faculdade.
  • Estamos a cerca de (a mais ou menos) um mês do início das eleições.
Há cerca, antecipado pelo verbo haver, indica existência ou tempo decorrido. Pode ser substituído por “faz aproximadamente” ou “existe aproximadamente”, dependendo da função na frase. Exemplos:
  • Há cerca de (faz aproximadamente) dois anos que não bebo.
  • Na escola, há cerca de (existem aproximadamente) cinco professores substitutos                     
Dicas de Gramática 04# – Seção, sessão ou cessão?
O quarto Dicas de Gramática tem um assunto que traz muitas dúvidas aos brasileiros. Essas são palavras com semelhante sonoridade e grafia, mas significados distintos. Sendo assim, é normal que fiquemos confusos quando precisamos utilizar um desses termos em algum texto. Nessa edição do projeto vou tentar esclarecer as diferenças dessas três palavras tão parecidas. Vamos nessa?
Seção
A palavra seção, com um cedilha, tem sentido de separar, repartir ou subdividir. Quando usamos essa palavra, estamos nos referindo a um departamento, segmento, subdivisão, fração, setor ou parte de um todo. Exemplos:
  • Sim, eu sou chefe da seção de compras.
  • As balas ficam na seção de doces, no fim do corredor.
  • O site não tem seção de contato.
Sessão
Já sessão, com dois “s”, tem um sentido relacionado ao tempo. Quer dizer o tempo de duração de um espetáculo, de uma assembleia ou de uma reunião. Exemplos:
  • A sessão de cinema durou quase três horas.
  • O congresso convocou uma outra sessão para finalizarmos o assunto.
  • Nós iremos na sessão de oito e meia.
Obs: nota-se que a palavra assembleia perdeu o acento graças à nova reforma ortográfica.
Cessão
A palavra cessão, iniciando com um “c” e com dois “s”, significa o ato de ceder, renunciar ou desistir. Exemplos:
  • Será necessária a cessão dos terrenos para evitar confusão.
  • A cessão de direitos sobre a herança ocorreu sem problema.
  • Ele autorizou a cessão do apartamento para os novos inquilinos.

Dicas de Gramática 03# – Junto ou Separado?

Esse terceiro Dicas de Gramática continuará a tratar do mesmo assunto que o anterior. Então veremos mais palavras que são escritas juntas ou separadas, mas que costumam ser usadas erroneamente pelos jovens internautas da atualidade. Portanto, vamos nessa.
Derrepente ou de repente?
O correto é “de repente”, separado, que tem o mesmo sentido de “repentinamente”, “de súbito” ou “subitamente”. Seria a conexão entre a preposição “de” antecedendo o substantivo “repente”. Mesmo que seja necessário que a preposição esteja presente para que haja um sentido à colocação do substantivo, não é necessária a junção das duas palavras. Exemplo:
  • Ela apareceu de repente.
Afim ou a fim?
Ambos os termos acima estão corretos, mas são usados erroneamente pelas pessoas. Diferente daquilo que os jovens costumam escrever, “afim” teria o mesmo sentido de “semelhante” ou “parentesco ou afinidade”. Enquanto “a fim”, separado, indicaria uma finalidade. Esse segundo pode ser substituído por “para”, “com o propósito de” ou “com a intenção de”. Exemplos:
  • Ela perdeu lápis, borrachas e afins. (semelhantes)
  • Todo mundo se levantou a fim de ver melhor. (para)
  • O Marquinhos está a fim de beijar aquela menina. (com o propósito de)
  • Ninguém está a fim de enfrentar aquele espadachim. (com a intenção de)
Concerteza ou com certeza?
O correto é “com certeza”, separado, que tem o mesmo significado de “certamente” ou “decerto”. Como o primeiro caso, seria a conexão entre a preposição “com” e o substantivo “certeza”. Mas também não é necessária que haja uma junção para que tenha sentido. Exemplos:
  • Isso é verdade? Com certeza. (certamente)
  • Ele é, com certeza, um homem de caráter. (decerto)

Dicas de Gramática 02# – Junto ou separado?

Olá, internautas!
Nessa quinta-feira, 22 de março, o Querida Mente Imperfeita completa um mês de existência. Então aproveito para agradecer pela dúzia de comentários e pelas mais de 500 visualizações que o blog teve nesses exatos 29 dias na blogosfera. Fico realmente contente em ver resultados.
Para começar mais uma série de postagens, hoje trago um novo texto do Projeto Dicas de Gramática. Espero que tenham lido as postagens anteriores e visto sobre a utilização correta dos porquês – assunto abordado no início da semana passada –, pois agora falaremos das palavras que formam termos escritas junta ou separadamente. Tenham uma boa leitura!
Denovo ou de novo?
Pra mim, começar com esses termos mais fáceis e simples sempre auxilia no entendimento do leitor. Uns ficarão surpresos em ver que estou falando desse termo facílimo, enquanto outros podem acabar descobrindo onde estavam errando. Mas para quem não sabe, o correto é “de novo”, separado. Ele tem o sentido de “novamente” ou “outra vez”. Exemplos:
  • Ela berrou de novo. (outra vez/novamente)
  • Começaremos com isso de novo? (novamente/outra vez)
Decerto ou de certo?
Nesse caso os dois termos estão corretos, tanto junto como separado. Decerto, junto, tem o sentido de “com certeza”, “certamente” ou “sem dúvidas”. Enquanto de certo, separado, teria o mesmo significado de “de determinado”. Exemplos:
  • Decerto que sim. (sem dúvidas)
  • Decerto não haverá festa. (com certeza)
  • Ela decerto chamou todos os amigos. (certamente)
  • Estamos falando de certo assunto. (de determinado)
Senão ou se não?
Os dois também estão certos, embora pouquíssimas pessoas usem o primeiro termo. Senão, junto, poderia significar “do contrário”, “de outro modo” ou “caso contrário”. Enquanto se não, separado, significaria “caso não”. Exemplos:
  • Não demore, senão chegaremos atrasados. (do contrário)
  • Não bata, senão arranjará briga. (caso contrário)
  • Melhor eu tentar, senão nunca vou conseguir. (de outro modo)
  • Faça algo se não quiser continuar assim. (caso não)

Dicas de Gramática 01# – Utilização dos Porquês

A utilização dos porquês geralmente confunde muitas pessoas na hora de escrever. Eles são quatro e são usados para situações totalmente diferentes umas das outras, que vamos aprender a diferenciar. Portanto, comecemos o projeto com dicas valiosas sobre esse assunto.
porque, junto e sem acento, é comumente usado em respostas explicativas. Trata-se de uma conjunção de causa ou explicação, que pode equivaler a “pois” ou “uma vez que”. Exemplos:
  • Ela saiu correndo porque (pois) estava desesperada. (explicação)
  • Não tomei atitude, porque (uma vez que) existiam casos de maior importância. (causa)
por que, separado e sem acento, é mais utilizado para iniciar perguntas. É a junção de uma preposição (por) mais um pronome interrogativo (que), significando “por qual razão” ou “por qual motivo”. Porém, também pode ser uma preposição (por) mais um pronome relativo (que), nesse caso sendo equivalente a “para que” ou “pelo qual”. Exemplos:
  • Por que (por qual razão) deixou sua mulher em casa? (preposição + pronome interrogativo)
  • Ele sabe por que (por qual motivo) demorou tanto para chegar? (preposição + pronome interrogativo)
  • A estrada por que (pela qual) passamos estava muito esburacada. (preposição + pronome relativo)
  • Minha colega estava muito ansiosa por que (para que) começassem as aulas. (preposição + pronome relativo)
porquê, junto e com acento, é um dos mais simples e o que menos as pessoas sabem usar. Se trata de um substantivo com sentido de “razão”, “motivo” ou “causa”. Está sempre acompanhado de artigo, adjetivo ou numeral. Exemplos:
  • Não sei o porquê (a razão) daquela reação extrema!
  • Não havia um porquê (um motivo) para aquela atitude debochada do professor.
  • Existem porquês (causas) que devem ser analisados.
por quê, separado e com acento, é bastante simples de usar. Ele tem o mesmo significado de “por que”, mas é empregado com acento sempre que vier antes do ponto final, de interrogação ou exclamação – o que geralmente ocorre no fim das frases. Exemplos:
  • Não sei por quê (por qual razão).
  • Sair correndo daquele jeito, por quê (por qual motivo)?
FICHAS DE LEITURA:



Disponível em: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/ortografia-regras-para-escrever-corretamente.htm; https://queridamenteimperfeita.wordpress.com/category/projetos/dicas-de-gramatica/; http://imagensparacolorir.blogs.sapo.pt/2013/02/20/. Acesso em: 09/07/2015.

Imagem disponível em: http://gidinews.blogspot.com.br/2013/11/o-resgate-da-ortografia_21.html. Acesso em: 09/07/2015.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

COMO ESCREVER UM BOM TEXTO


Muitas pessoas sentem dificuldades ao escrever um texto, pois toda escrita exige certos detalhes que sempre devemos estar atentos.

Mas esta dificuldade não existe, pois no momento em que vamos descobrindo os passos corretos para a produção textual, chegamos à conclusão de que esta é uma tarefa bem simples.

Antes de tudo, é preciso entendermos que um texto jamais poderá ser um amontoado de palavras, escritas sem organização e sem sentido. Tudo que planejamos escrever precisa ser colocado antes em um rascunho, onde as ideias serão reunidas, para depois serem transportadas para o papel.

É muito importante conhecermos sobre o assunto do qual iremos escrever, pois caso contrário, não teremos ideias suficientes para atingirmos um bom resultado. Essa nossa capacidade de desenvolver bem as ideias vai aumentando com o passar do tempo, de acordo com nossa leitura constante, com a troca de experiências, como por exemplo, o diálogo com pessoas estudiosas, entre outros. 

Outro detalhe é a pontuação. Você se lembra dos parágrafos, das vírgulas, da ortografia correta das palavras? Esses são elementos essenciais. Mas não se preocupe! Algumas dicas lhe ajudarão a se tornar um bom escritor:

Os parágrafos servem para evitar que as ideias fiquem desordenadas.

Com a ajuda dos dois especialistas, a revista EXAME compilou 10 conselhos básicos para aperfeiçoar a escrita do cotidiano:
1. Saiba do que está falando
Antes de tudo, você precisa conhecer muito bem o tema, o propósito e o objetivo do seu texto. Tal etapa precede o início da redação. “Para que você escreve? Busca informar, motivar, persuadir? Você precisa dessas respostas para começar”, diz Passadori.
2. Use frases curtas
Dar rodeios ou escrever sentenças muito longas pode confundir o seu leitor. Prefira orações breves e simples. “A concisão é a maior aliada da clareza”, diz Passadori.
3. Cuide da pontuação
Um texto mal pontuado tem muitas chances de conter ambiguidades. Sinais gráficos como vírgulas e pontos finais não são decorativos: servem para organizar e, sobretudo, dar sentido à sua mensagem.
4. Prefira a ordem direta
Em nome da clareza, é recomendável construir frases com sujeito, verbo e complemento, nessa sequência. “Escolha sempre a forma mais simples possível de expressar a sua ideia”, diz Arrais.
5. Torne suas ideias palpáveis
Passadori recomenda o uso de metáforas para explicar conceitos abstratos. “Comparações com elementos concretos tornam o seu texto mais compreensível e didático”, explica.
6. Evite abreviaturas e siglas obscuras
Também se recomenda cuidado com formas reduzidas de palavras e expressões. “Na correria do dia a dia, podemos escrever abreviaturas e siglas que não são conhecidas por todos”, explica Arrais. A dica é verificar em dicionários aquelas que são de uso comum na língua portuguesa.
7. Procure não repetir ideias
Arrais recomenda atenção especial às possíveis redundâncias da sua comunicação. “Os pleonasmos viciosos são uma praga da escrita, e podem comprometer muito o sentido de um texto”, alerta o professor.
8. Deixe as emoções de fora
O estresse rotineiro do expediente muitas vezes pode contaminar a expressão escrita, gerando textos confusos e truncados. “É importante buscar serenidade e equilíbrio emocional na hora de concatenar ideias no papel”, aconselha Passadori.
9. Saiba o verdadeiro significado das palavras
Usar palavras difíceis - sobretudo aquelas cujo significado nem você conhece - é outro convite ao mal-entendido. O remédio é a leitura frequente. “Além de literatura em geral, buscar obras ligadas à sua área profissional contribui com vocabulário técnico”, aconselha Arrais.
10. Conheça o seu público-alvo
O que é claro para alguns pode não ser para outros, segundo Passadori. O nível de familiaridade do seu leitor com o tema do seu texto, por exemplo, determinará se ele pode ou não conter certas alusões, termos técnicos, entre outros elementos.
Essas dicas podem ser complementadas por outras 10 dicas:
1. Antes de começar a escrever, tenha claro o que você quer comunicar e para quem. E use a linguagem apropriada, de acordo com a necessidade do texto:
• descritiva (descreve atendo-se aos fatos)
• explicativa (“troca em miúdos” a informação)
• opinativa (atribui ao fato juízo de valor)

02. Escreva para os olhos do leitor tendo em vista as referências dele, não as suas. 
Para isso, vale praticar o “exercício do espelho”, isto é, escrever pensando sempre no destinatário da mensagem, o qual deve entender com clareza o que você quer comunicar.

03. Construa seu texto com simplicidade e objetividade, seguindo uma ordem lógica com começo, meio e fim.
O texto objetivo pode ser elaborado com base nestes três passos:
• introdução
• desenvolvimento
• conclusão

04. Uma boa “fórmula” = sujeito, verbo, predicado + o quê, quem, quando, onde, como, por quê.
A boa comunicação começa pela estrutura simples da frase (sujeito, verbo e predicado) e avança com o emprego da técnica do lide, que consiste em compor o texto com respostas a 6 perguntas relacionadas ao tema: o quê, quem...

05. Construa sentenças nem tão curtas nem tão longas, na ordem direta, e com o mínimo necessário de pontuação.
Esta dica se aplica ao texto factual, objetivo. Quanto à vírgula e outros sinais de pontuação, vale usar o mínimo, mas lembre que quem comanda isso é a sintaxe.

06. Comece com os “finalmente” já no primeiro parágrafo, e depois vá desenvolvendo os “entretanto”.
Logo no início, revele para o leitor a sua proposta: o que é e a que vem. Depois, na construção do texto, siga os passos do lide. E conclua a redação ligando o fim ao começo.

07. Desenvolva o seu escrito com frases e períodos interligados, “amarrando” fatos e argumentos.
Na elaboração do texto, os conteúdos devem serelacionar. A frase seguinte se liga à anterior e, assim, a linha de raciocínio flui para uma conclusão.

08. Escreva na medida certa da comunicação, ou seja, sem economizar palavras, mas também sem “encher linguiça”.
E vale evitar vícios de linguagem, como redundância (“encarar de frente”), gerundismo (“vou estar agendando”) e outros, que empobrecem a qualidade textual.

09. Ao escrever, seja sempre ético e atente para o direito autoral, que é sagrado.
É fundamental respeitara autoria de ideias, conceitos e afirmações de outras pessoas, vivas ou mortas, especialmente ao usar a internet, em que copiar-colar é tão fácil!

10. Ao concluir sua redação, revise cuidadosamente o que escreveu, para ver se não escapou nenhum “gato”.
Enquanto escreve, e durante a conferência do texto, tenha sempre à mão uma gramática de respeito e um bom dicionário. Consulte-os sempre.

DICA EXTRA
Para escrever bem, vale ainda ler muito, e sempre, bons autores e textos de qualidade!
Disponível em: http://www.passeiweb.com/estudos/sala_de_aula/portugues/avalone_dicas; http://www.escolakids.com/como-produzir-um-bom-texto.htm; http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/10-regras-de-ouro-para-escrever-um-texto-claro. Acesso em: 03/07/2015.
Imagem disponível em: http://www.alunosonline.com.br/portugues/cinco-dicas-para-uma-boa-redacao.html. Acesso em: 03/07/2015.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

ESCREVER PARA QUÊ?


Saber escrever não é importante apenas pra se dar bem nas redações da escola e do vestibular. Engana-se quem acredita que terminado o ensino médio está livre dessa atividade. A escrita deve ser exercitada a vida toda. Quem domina a arte de colocar ideias no papel tem facilidade pra uma série de atividades sociais e profissionais. Arrumar um bom emprego e melhorar de vida depende, e muito, do nível de Educação que você tem (O que mostrou uma pesquisa da FGV divulgada nessa semana que você pode conferir aqui). O Indicador de Analfabetismo Funcional de 2009 (Inaf) revelou que apenas 25 % da população adulta do país é plenamente alfabetizada. Talvez essa seja uma explicação pra dificuldade de muitas empresas acharem mão de obra qualificada no Brasil. Convencido da importância de exercitar a escrita sempre? Bom, por via das dúvidas, aí vão mais alguns (bons) motivos pra você e seu filho começarem a escrever mais:

1-Ajuda na alfabetização
Pais que usam a escrita em casa ajudam os filhos a entender mais cedo a função social da escrita (e consequentemente da leitura) e, assim, colaboram com o processo de alfabetização.


2-Promove a inclusão
Quando uma pessoa aprende a escrever com clareza, ela assume seu lugar num mundo que cada vez mais precisa da escrita para se comunicar.


3-Melhora a comunicação
Quem sabe escrever bem sabe falar bem. Treinando a escrita, você treinará a capacidade de falar em público.


4-Permite registrar a própria história
Só por meio da escrita, você pode ter diários, fazer legendas em fotos, escrever blogs, cartas ou anotar pensamentos.


E algumas dicas para melhorar sua escrita:

-Escreva bilhetes, cartas, e-mails. Quanto mais você treinar no dia-a-dia, melhor escreverá.
-Brinque de palavras cruzadas, forca, stop, caça-palavras e outros jogos. Isso pode ajudá-lo a fixar a grafia correta.
-Compre um dicionário – saber o significado das palavras, vai ajudá-lo a aumentar a qualidade do seu texto.
-Leia sempre – quanto mais você ler mais vocabulário irá ganhar e a qualidade do seu texto aumentará.
-Copie poemas, letras de música e bons textos. O exercício leva ao aperfeiçoamento.
-Participe de redes sociais como o twitter, facebook e Orkut, evitando abreviações e grafias incorreta.

Disponível em: http://www.brasilescola.com/redacao/por-que-escrever.htm. Acesso em: 02/04/2015.

Imagem disponível em: http://ultradownloads.com.br/papel-de-parede/Escrevendo-para-mamae/. Acesso em: 02/04/2015.