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terça-feira, 16 de junho de 2015

APRENDER COM ALEGRIA

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 “ Educar é principalmente atender às necessidades de desenvolvimento da criança, a fim de propiciar a plena realização da sua personalidade”.

A escola eficaz será aquela que, além das disciplinas e conteúdos ministrados, atinja suas potencialidades ao desenvolver no aluno, como prioridade sobre as demais atitudes, e como base para elas, a seguinte tríade: o gosto pela leitura, pelo raciocínio e pelo movimento. Creio que daí, outros gostos, interesses e conhecimentos poderão surgir, com conseqüente evolução. Ora, quem lê espontaneamente perpassa por muitos vieses da história, da geografia, da antropologia, das ciências, da sociologia e da filosofia, além de conviver naturalmente, mesmo com a possibilidade de conflitos, com as palavras e com os pensamentos dos autores. Assim também, quem habitualmente faz exercícios de raciocínio, provavelmente desenvolverá melhor capacidade de compreensão das incógnitas da vida, creio. E ainda, aquele que aprende a gostar e conhecer o seu próprio corpo, talvez tenha maior facilidade de colocar-se no mundo e no ambiente em que vive. 

“Verificar quais as relações existentes entre o lazer, a escola e o processo educativo, e de que forma essas possíveis relações podem ser consideradas tendo em vista a formulação de uma alternativa pedagógica – a pedagogia da animação”. 

Gosto pela leitura poderá ser adquirido através de exercícios que estimulem o hábito de ler, como por exemplo, brincadeiras de formação de sílabas e de palavras, a construção de pequenos textos que podem estender-se à comunicação dos alunos por cartas, a leitura de livros menores, de fácil compreensão e de encadernação que não limite seu uso, com a seqüência de redação de pequeno texto sobre a livre compreensão do que foi lido, a adoção da “roda de debates” em sala de aula, de modo que desde cedo os alunos se acostumem a discutir o que entenderam dessa ou daquela leitura ou informação, e exercitem a exposição das suas idéias e a sua exposição às críticas e ao conflito de idéias. Tudo isso estimulando a leitura que pela sua abrangência e espontaneidade, parece-me ser mais fecunda que o estudo, normalmente determinado e feito em função de alguma cobrança avaliativa efêmera. 

O gosto pelo raciocínio, agregado aos conhecimentos matemáticos e outros que possam despertá-lo, poderá ser feito através de exercícios que estimulem o ato de pensar, de deduzir, de construir idéias e coisas. Há brincadeiras que se fazem em sala de aula, com números ou com operações matemáticas, além da construção de objetos que além da criatividade, exigem raciocínio, ou ainda, as “perguntas” cujas respostas dependem de “esquentar a cabeça”, e preferencialmente deverão ser respondidas sem o uso do lápis ou da calculadora, como por exemplo: “quando Pedro tinha 13 anos, seu pai tinha o triplo da sua idade. Hoje Pedro tem 27 anos. Quantos anos tem seu pai ? Assim, contrariamente ao que ocorre com certa freqüência em muitas escolas, o “pensar” passa a ser mecanismo inerente ao estudo e às conclusões, mesmo que temporárias. 

Finalmente, o gosto pelo movimento, através de exercícios que estimulem a descoberta e o culto do próprio corpo, suas funções, suas capacidades e suas limitações; atividades físicas que podem ir desde os movimentos reflexivos, perpassando pela descoberta das várias habilidades motoras, até a possível participação ou adesão a atividades especializadas, como as esportivas, mas priorizando a brincadeiras e os exercícios recreativos e os jogos sem a excessiva seriedade das regras. Assim, as aulas de 75 Educação Física poderiam deixar de ser meras sessões de esforço (ou sofrimento) físico ou de treinamento esportivo (muitas vezes inadequado) e passariam a ser, pelo movimento, um estudo do corpo, suas funções, capacidades e habilidades.  

“...a essência do espírito lúdico é ousar, correr riscos, suportar a incerteza e a tensão”. 


Um professorar com alegria: A cultura da alegria

No meio de um currículo investigado, embora tudo esteja planejado, organizado e a “rotina diária” do currículo seja inclusive enumerada e escrita no quadro para que todos possam acompanhar as “tarefas” de cada dia, vemos a simples “leitura de uma história de um maestro” fazer tudo se desorganizar por vários dias no território de um currículo. Vemos um currículo seguir outro rumo e escapar ao já pensado. Para isso, no entanto, os habitantes do território curricular precisam aceitar deixar o mapa, e arriscar uma viagem sem percurso definido, sem ponto de chegada. Vemos, então, em um currículo que, de fato, “um indivíduo adquire um verdadeiro nome próprio ao cabo do mais severo exercício de despersonalização, quando se abre às multiplicidades que o atravessam de ponta a ponta, às intensidades que o percorrem”. Metarmofoseados, uma professora e seus alunos, abrem-se às multiplicidades que os atravessam, e vivem, em um currículo, as mais simples e tocantes intensidades, experimentações e experiências: a alegria da expectativa de entrevistar um maestro; a emoção com a história de um maestro morrer com uma inflamação no pé provocada por uma batuta; a ansiedade de conhecer, ver, ouvir e sentir uma orquestra; o humor de conseguir imaginar ritmos e dançar com a imaginação; CP140- 3aprova.indd 599 8/10/2010 10:54:51 600 Cadernos de Pesquisa, v.40, n.140, maio/ago. 2010 Marlucy Alves Paraíso o prazer de aprender sobre diferentes instrumentos musicais; a potência provocada por músicas de diferentes tipos. Sem falar do formigamento produzido em todos quando se aventuram a aprender sobre as pinturas (desde aquelas dos azulejos de um banheiro, passando por pinturas de tecidos e roupas, até aquelas pinturas feitas pelos chamados “grandes pintores”). Nesses momentos, os habitantes do território curricular estão “despersonalizados” porque se tornam matilhas e povoam espaços escolares corriqueiros à espreita de sensações desconhecidas. Naquele momento, em que falam por afectos, existem menos diferenças entre a professora e as crianças do que entre a professora e as outras professoras. As ligações e conecções feitas entre professora e crianças fazem a rotina do currículo e o currículo-rotina dançarem.

 Se queremos alegria no ensino e na aprendizagem, é preciso: 

a. Se o sistema educacional brasileiro não satisfaz nossas expectativas, alguma mudança pode e deve se implementada. 
b. Se a escola, via de regra, não é atraente pelos seus conteúdos e os resultados não são satisfatórios, o processo didático deve ser revisto. 
c. Se as atividades lúdicas podem ser utilizadas como meio auxiliar da aprendizagem, e principalmente da “conquista” do aluno, por que não adotá-las ? 
d. Se as atividades lúdica e as recreacionais podem oferecer vantagens e não apresentam indícios de comprometimento, por que não tê-las sistematicamente na escola ? 
e. Se a interdisciplinaridade é tão propalada e pouco utilizada, por que não a implementarmos e inserirmos a Educação Física como oferta de proposta de mudança ?  

Disponível em: https://www.unimep.br/phpg/bibdig/pdfs/2006/KSGUNWFXUBAJ.pdf; http://www.scielo.br/pdf/cp/v40n140/a1440140.pdf. Acesso em: 16/06/2015.

Imagem disponível em: http://turminhadaysa.blogspot.com.br/. Acesso em: 16/06/2015.

terça-feira, 10 de março de 2015

ALEGRIA NA EDUCAÇÃO

Leila Lurdes Gerlach Riger


Fidelidade, amizade, cômico, riso, alegria, demência, loucura, gestos, charme, felicidade. De Aristóteles a Deleuze, com paradas estratégicas em Kant e Hegel serão abordados os conceitos acima para falar do papel da alegria na educação.
Quando plausível, o impossível se deve
preferir a um possível que não
convença.
Aristóteles


Aristóteles na Poética aponta Homero como responsável pelo surgimento do cômico. Homero acrescentou a linguagem cômica à tragédia. Para Aristóteles, "a comicidade, com efeito, é um defeito e uma feiura sem dor nem destruição; um exemplo óbvio é a máscara cômica, feia e contorcida, mas sem expressão de dor".

O esforço digno de riso está em fazer de um estilo, de um procedimento algo que ele não é, e que ninguém naquele momento espera que ele seja ou se faça assim. Um poema transformado em paródia, versos sendo alongados, fábulas tradicionais dramatizadas com linguagem que não a da tragédia - tudo imprevisto e inesperado. Aí a comicidade: imitar pessoas inferiores não ressaltando seus maus hábitos, vícios ou vergonha, mas tratá-los como algo feio, errado. Mais precisamente o desfecho que se dá a esse feio, errado, é que é o irracional, porque não pensado. Para Aristóteles, "é ridículo, sim, dar na vista pelo uso dessa facilidade, mas moderação se espera em todos os aspectos da linguagem; quem usasse, fora de propósito, metáforas, termos raros e demais adornos, obteria o mesmo efeito que se fizesse visando ao cômico".

Kant, por sua vez, minimiza o cômico, não chega a usar diretamente o termo. Na Crítica da Faculdade do Juízo, ele afirma que:
"Em tudo o que pode suscitar um riso vivo e abalador tem que haver algo absurdo (em que, portanto, o entendimento não pode em si encontrar nenhuma complacência). O riso é um afeto resultante da súbita transformação de uma tensa expectativa em nada. Precisamente esta transformação, que certamente não alegra o entendimento, alegra, contudo indiretamente por um momento de modo muito vivo".

O riso necessita do sério, do engano, da tentativa, do rememorar, do súbito, da abstração, do ânimo, do corpo e da harmonia interna para promover-se. Os exemplos kantianos para ilustrar sua afirmativa são, primeiramente, o europeu e o índio; na sequência o herdeiro e as carpideiras; e, finalmente, o finório e sua peruca. Em comum nos exemplos de Kant, além do riso, o prazer e o desfecho no "nada". No primeiro exemplo o riso e o prazer afetuoso após a expectativa tensa com um desfecho repentino "em nada". No segundo exemplo o riso ruidoso e o prazer que advém da espera, que também se transforma repentinamente "em nada". Por último o riso e o prazer por causa do "desacerto em relação a um objeto". Temos movimentos no riso kantiano, movimentos "proveitosos à saúde": "sucessão de tensão e distensão"; ricocheteamento; "oscilação".

O riso, parafrasendo Kant, deveria ter-nos sido dado pelo céu como contrapeso às muitas misérias da vida.

O espaço do humorístico seria entre a arte de ser ingênuo e a arte de ser caprichoso. O humor cabe mais à arte agradável do que à arte bela, está em um meio-termo, mas, por conta do seu objeto - o riso -, pende para o lado da arte agradável.

Para Hegel, tal qual Aristóteles e Kant, conceitos como cômico, alegria, riso, sorriso, são ingredientes do universo da arte. É na Estética que os conceitos são trazidos à tona. O conceito de cômico aparece como sujeito que representa (no sentido de atuar), dramas (pág. 234). Outra forma que Hegel introduz o cômico é como estilo onde "não deve o páthos ser nem uma simples estultícia nem um capricho" (pág. 235). Ou então em contraposição a outro estilo, por exemplo, com o irônico no tratamento das diferenças: elas "incidem essencialmente sobre o conteúdo do que se destrói" (pág. 92). A saber, o cômico destrói "o que é desprovido de valor em si, o que se manifesta oco e vazio, mas abrange coisas realizadas e excelentes" (pág.176).

A alegria surge como paixão que tem a possibilidade de invadir a alma e como conteúdo de um sentimento concentrado que pode libertá-la, e algo a ser extraído do ideal- sempre por meio da arte. O imprevisível é que pode dar ares de cômico e acrescentar a alegria. Hegel exemplifica com o caso do poeta, que ao invés de versejar, "canta como as aves nas ramagens". Seu alegre descuido oferece-se-lhe como um conteúdo interior que exteriorizado, goza".(pág. 279)

A alegria também está na submissão, no lamento e na falta de contenção. Ali se apresenta na forma de sorriso. O sorriso demonstra serenidade, tranquilidade, segurança. Contudo Hegel ressalta:

"Mas não deve o sorriso ser uma simples manifestação sentimental, não deve provir da vaidade do sujeito, não deve resultar de uma veleidade interessada em mostrar que se está acima das pequenas misérias e sensações subjetivas; é preciso que o sorriso signifique o triunfo e a liberdade do belo sobre todas as dores (...)".

O riso foi dado ao homem primeiramente em criança, criança enquanto devir-criança, com as características que se dão no seu processo, a saber: "são de soar e sabem de sabor; ocupam o espaço em intensidade; são portadoras de uma língua menor; possuem uma vitalidade criadora".

Nota

"Devir-criança é entrar em uma zona de vizinhança e indiscernibilidade na qual não seja possível distinguir-se de uma criança (...). Devir-criança é uma figura da alteridade, isto é, o Outrem que expressa um mundo possível para as formas de viver e pensar a educação. A criança enquanto devir-criança ilimitado, que se introduz na educação, é condição de possibilidade de outra educação porque é um modo de experimentar o advento de outra educação possível". JODAR, F. Devir-Criança: experimentar e explorar outra educação.Educação & Realidade - v.27, n.2. Jul/Dez. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Educação, 2002. p.31-45
As crianças são de soar como os sinos. Emitem sons. Produzem sons. Retumbam. Ecoam. Divulgam-se. Espalham-se. Tangem. Gracejam. Riem! São estrangeiros na língua que ainda será sua.

"Seu saber é o do desejo e da alegria. E a alegria, como sustenta Spinoza, é sempre boa, é vida que resiste à morte. A vitalidade da criança é milagre que rompe a velha ordem das coisas. A criança: capacidade de regressar eternamente à vida, alegria que afirma a vida no real. Seu dizer sim à vida, em sua modesta potência, é impugnação da tristeza e da servidão. Aquilo que ao homem lhe é concedido apenas uma vez, foi lhe dado pela primeira vez à criança. Trata-se da capacidade de manter transações com a liberdade e a alegria, a felicidade e o gozo".
Ruptura que gera nova idade, idade de mundo. O regresso é metafórico. A criança não se desterritorializa, ela não se afasta da vida, ela se apega sempre, sentido do eterno, ela se reterritorializa. Mas não como raiz arborescente. A alegria é a linha de fuga que fixa a criança, não como radícula, folha dentro do embrião que só poderá vir a ser folha, como algo que sempre está ali, sem por isso ser dali para ser algo diferente depois. A criança que sempre está sendo criança, ela não é. Não há o definitivo. A criança tem capacidade rizomática.
Criança-platô. Ela é toda uma "multiplicidade conectável com outras hastes subterrâneas superficiais de maneira a formar e estender um rizoma". A criança não faz conexão entre liberdade, alegria, felicidade, gozo, gozo, alegria, felicidade, alegria, liberdade, felicidade... Ela é a conexão.

A alegria é o conceito de resistência e vida, é tudo o que consiste em preencher, em efetuar uma potência. É a seiva que vai desobstruir os vasos condutores primitivos do rizoma. Fatos, momentos, podem ser acrescentados à alegria, mas não instituí-la. A alegria é exercício de desformalização: a alegria tira da fôrma, tira a forma, [dês] forma, [re] forma, (...), ri da forma.

O PAPEL DA ALEGRIA NA EDUCAÇÃO, OU DA ALEGRIA
Talvez tivéssemos de deixar de ser professores, para poder aprender a formular um pensamento em cujo interior ressoe, desembaraçadamente, o riso.
Jorge Larrosa
Ir e vir, devir. Do cômico de Aristóteles para o prazer de Kant. Da alegria de Hegel ao riso de Deleuze. Não necessariamente nesta ordem, e não necessariamente com ordem. O que usufruir, ou como usufruir desse passeio rizomático para pensar a educação?
Para Aristóteles o cômico não subentende a alegria. Está atrelado à arte. Abarca o ridículo, a loucura e o lamento. Para Kant o cômico fica subentendido. Mostra-se o riso de mãos dadas com o prazer, acompanhado pelo humor, com vistas à saúde, sem desprender-se da arte. Hegel vai do cômico à alegria, da alegria ao sorriso, do sorriso ao riso, sem sair da arte. Deleuze, da fidelidade para a amizade, da amizade ao cômico, do cômico ao riso. Arte?
Se considerarmos, não forçosamente, a educação como uma arte, basta resgatarmos de cada obra citada o que nos interessa para olhar para a educação. Aristóteles escreveu sobre a educação, mas não na Poética. Kant pensou a educação... Porém, não na Crítica da Faculdade do Juízo. E o que dizer de Hegel na Estética? Deleuze dedicou-se no Abecedário, mais exatamente no "P" de professor a comentar-se professor. Contudo, em "F" de fidelidade, a intenção não era falar sobre a educação... Plagiando Silvio Gallo, ou como diria Deleuze, roubando-o,
"Talvez, aqueles que não se debruçaram sobre a problemática educacional tenham mais a dizer aos educadores do que podemos imaginar. A razão disso? O inusitado. O imprevisto. O diferente. O que as ideias, os conceitos, as posições deste autor que, não tendo se colocado diretamente as questões com as quais lidamos, podem nos fazer pensar a partir de nossos próprios problemas".

Qual é, portanto, a inovação aqui? Nenhuma. Não é essa a intenção. Quero apenas fazer um ensaio. Se a sala de aula é o lugar do encontro, se muitos alunos são amigos entre si e do professor, será que antes desse encontro eles se perguntam "o que nos fará rir hoje?". Gosto de perguntas. Partindo da pergunta deleuziana, abro o meu leque: Onde riremos hoje? No corredor? No pátio? Na sala de aula? Como vamos rir? Como fazer uso do riso na prática educativa? O que seria a pedagogia da alegria? Quem fará as perguntas? O professor? O aluno? Ou o professor com o aluno?

Se a educação é concebida como "criação de novas formas de fazer, pensar e sentir,capazes de resistir a um modo de existência que aprisiona a educação", e a alegria, "deleuzianamente" falando, é resistênciaé vida, podemos pensar a alegria como um momento a ser valorizado, ou pelo menos revisto na prática educativa? A alegria vai além do tornar capaz a resistir, é a própria resistência; não é um modo de existência, é vida! Não consigo pensar no cômico, sem o riso. Não consigo pensar a amizade sem o riso. Não consigo pensar o riso sem a alegria. A sala de aula tem o cômico, a amizade, o riso e a alegria. É preciso o agenciamento. Pensar a educação como algo que pulsa alegremente, cheio de energia, pensar o este e aquele, sem o localizar, fixar. Não a sala de aula cá, o ato educativo lá. É o "entre" que faz a educação e seus fluxos.

Disponível em: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/filosofia/0032_06.html. Acesso em: 10/03/2015.