terça-feira, 19 de maio de 2020

COMO A CRIANÇA DESENVOLVE A ESCRITA?


A psicogênese da língua escrita entende que a aprendizagem da leitura e da escrita vai além da sala de aula, sendo marcada também por variáveis político-econômicas, pelas interações sociais, pelas experiências culturais. Com base nesse postulado, se dedica a observar processos mentais, analisando e sistematizando os caminhos cognitivos e linguísticos que as crianças seguem na descoberta e na construção do que é a escrita como sistema de representação.
O trabalho de Magda Soares, nos estudos acadêmicos e no Núcleo de Alfabetização e Letramento de Lagoa Santa (MG), parte desses pressupostos e se fundamenta também nas pesquisas das psicolinguistas Emilia Ferreiro e Ana Teberosky. Elas mostraram que as crianças exercem um papel ativo no processo de alfabetização na medida em que criam hipóteses para entender o sistema de escrita alfabético. Essas hipóteses apontam para um percurso de aprendizagem que ocorre gradualmente e em uma série de etapas com características específicas.
A sistematização e a compreensão de cada uma das etapas é de extrema importância para o trabalho de alfabetizadores, mas vale destacar aqui que todo esse processo de aprendizagem não é uniforme; ao contrário, trata-se de um percurso dinâmico em que é possível, por exemplo, que uma criança “pule” uma das etapas, ou que transite por mais de uma etapa ao mesmo tempo. Cabe ao educador, portanto, muita sensibilidade para apoiar cada aluno de acordo com suas especificidades e necessidades.
Na fase pré-silábica, as crianças passam por diversas etapas: no início, acreditam que escrever é desenhar (fase icônica) ou tentam imitar a escrita em letra cursiva (garatuja). Aos poucos, vão compreendendo que para escrever utilizam-se letras, e apenas letras. À medida que essa compreensão avança, param de produzir escritas em que se misturam números, letras e ícones.
Nessa fase, além dessa compreensão, as crianças constroem também algumas hipóteses: que não se pode escrever com menos de três letras (exigência mínima de letras); que palavras diferentes se escrevem de forma diferente (variação de letras entre as palavras ou variação interfigural); e que é necessário variar as letras dentro de uma mesma palavra (não repetem a mesma letra, uma após a outra, dentro de uma mesma palavra – chamada de variação intrafigural).
Na fase silábico-alfabética, a criança passa a entender que não basta uma só letra para representar uma sílaba e começa a produzir escritas em que, ora escreve atribuindo uma letra para cada sílaba, ora representa os fonemas. Quando avança para a hipótese alfabética, a criança já entendeu o funcionamento do sistema alfabético de escrita, compreendendo que cada um dos caracteres da palavra corresponde a um valor sonoro menor que a sílaba, faltando, a partir daí, dominar as convenções ortográficas.

Disponível em: http://alfaletrar.org.br/aprendizagem-inicial-da-escrita. Acesso em: 19/05/2020.


APRENDIZAGEM INICIAL DA ESCRITA:


Disponível em: http://alfaletrar.org.br/aprendizagem-inicial-da-escrita. Acesso em: 19 maio 2020.

terça-feira, 12 de maio de 2020

PROJETO ALFALETRAR - MAGDA SOARES
CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA

Assista ao vídeo:


Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=yPKiVsqT-Lw. Acesso em: 11 maio 2020.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

BULLYING NÃO É BRINCADEIRA:

Resultado de imagem para Se fere o outro não é brincadeira

Não é brincadeira quando eu não respeito a condição humana do outro. É preciso aprender a diferenciar aquilo que provoca risos, daquilo que provoca lágrimas. O bullying nas escolas é um assunto sério que pode comprometer a saúde mental de crianças e adolescentes. Além disso, os casos de bullying têm relação direta com alguns casos de suicídio. É importante lembrar que a infância é a fase na qual é formado o caráter do indivíduo e é também a fase na qual podem se desenvolver determinados traumas que, se não compreendidos e tratados, comprometem o desenvolvimento da criança. Já na adolescência, a insegurança e as mudanças físicas e emocionais, características do período, aliadas ao sofrimento causado pelo bullying podem desenvolver ansiedade e depressão, por exemplo. Por isso, precisamos assumir o nosso papel como pais e educadores, ajudando as nossas crianças e adolescentes a compreender e não praticar o bullying, além de dar o suporte emocional necessário para aqueles que sofrem com esse mal (KLINJEY, 2018).

QUATRO SINAIS DE BULLYING:

1) Intenção de ferir o alvo.
2) Agressão repetitiva.
3) Presença de público espectador.
4) Vítima se sente afetada.

Disponível em: https://www.facebook.com/rossandro.klinjey/posts/2180610055557650/. Acesso em: 28 fev. 2020.

Imagem disponível em: https://br.pinterest.com/pin/634163191262094871/. Acesso em: 28 fev. 2020.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

MÉTODO DA PALAVRAÇÃO


O método da palavração é um método analítico. Os métodos analíticos partem do todo para ir às partes. Esses métodos priorizam a compreensão em detrimento da memorização. O método da palavração coloca ênfase na palavra. Nesse método, apresenta-se uma palavra que, posteriormente, é decomposta em sílabas. A diferença desse método em relação ao silábico é que as palavras não são compostas obrigatoriamente no início do processo. São aprendidas globalmente e por reconhecimento. A escolha de palavras também não obedece ao princípio do mais fácil para o mais difícil. São apresentadas independente de suas regularidades ortográficas. O importante é que tenham significado para os/as alunos/as. Nesse método, as palavras são apresentadas em agrupamentos e os/as alunos/as aprendem a reconhecê-las pela visualização e pela configuração gráfica. Como principais desvantagens, aparecem as dificuldades em enfrentar palavras novas, quando os/as professores/as se limitam à simples visualização, sem incentivar a análise e o reconhecimento de partes da palavra. Há poucas informações sobre o uso desse método no Brasil. São elencadas duas vantagens: a de se trabalhar com a frase de acordo com as teorias gramaticais vigentes em cada época; e a de se enfatizar um tipo de leitura que pode utilizar pistas do contexto para a compreensão.

REFERÊNCIA:

FRADE, Isabel Cristina Alves da Silva. Métodos e didáticas de alfabetização: história, características e modos de fazer de professores: caderno do professor. Belo Horizonte: Ceale/FaE/UFMG, 2005.




quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

PSICOLOGIA E DESENHO INFANTIL

     
      A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sentadas

A psicologia envolve o estudo científico do comportamento e das funções fundamentais. Geralmente, os psicólogos exploram conceitos como percepção, cognição, emoção, atenção, inteligência, motivação e personalidade. O desenho infantil, por ser uma forma de revelar o desenvolvimento cognitivo, emocional e expressivo da criança, tem sido objeto de estudo de diferentes profissionais (incluindo os psicólogos). Diversos teóricos se dedicaram especialmente ao estudo do desenvolvimento gráfico infantil. Luquet (1969) se dedicou ao estudo do desenho da criança no que se refere à sua evolução cognitiva. Em seu estudo, o autor buscou entender como a criança desenha, acreditando que o desenho da criança não mantém as mesmas características do princípio ao fim. Portanto, convém fazer sobressair o caráter distintivo das suas fases sucessivas. Luquet (1969) ainda diz: O desenho infantil, enquanto manifestação da atividade da criança, permite penetrar na sua psicologia e, portanto, determinar em que ponto ela se parece ou não com a do adulto. Isso porque a criança, ao fazer um desenho, inspira-se não apenas em modelos que estão em sua frente, mas, também, na imagem que tem em seu interior no momento em que desenha. Sendo assim, o desenho é uma forma de representação, que pode revelar o conteúdo da imagem mental da criança. O desenho infantil, pode ser uma forma de revelar o desenvolvimento cognitivo, emocional e expressivo da criança. O desenho infantil evolui conforme o desenvolvimento da criança. Deste modo, a medida em que cresce, seu desenho tem mais significado e, consequentemente, mais mensagens do consciente e do inconsciente. O desenho é uma entrada para o mundo da imaginação, autoconhecimento e livre expressão da criança. É uma linguagem que a criança usa para se relacionar com o mundo. Segundo Lowernfeld (1970), o ato de desenhar envolve a atividade criadora. É através de atividades criadoras que a criança desenvolve sua própria liberdade e iniciativa. Através do desenho, as crianças, sem saber, nos dizem muito a respeito de suas vidas e personalidade. Bédard (1998) diz que o desenho “representa, em partes, a mente consciente, mas também, de uma maneira mais importante, faz referência ao inconsciente”. O desenho revela o sentimento daquele que o produziu e modifica a sua vontade de representar as suas angústias, tristezas, alegrias e medos, para exteriorizar as suas descobertas e as suas vivências. Através da arte, podemos decifrar segredos, ler e escrever o mundo. Tudo isso permite uma leitura do desenvolvimento cognitivo da criança. Todos os elementos do desenho, analisados e interpretados, mostram como a criança é e porque ela desenhou aquilo, podendo-se compreender melhor a criança através dos desenhos.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

FÉRIAS DE PROFESSOR/A: 
O QUE É PRECISO?



Certo dia, há bem poucos dias antes das férias, que começaram oficialmente hoje para mim, me peguei dizendo do quanto eu "amo a docência", do quando "trabalho fazendo o que gosto" e que "mesmo com a sobrecarga de trabalho, eu estava muito feliz na minha profissão, acreditando no que eu faço". Hoje, iniciando minhas férias, chego em casa aliviada por já ter entregue um bocado de documentos e formulários de finalização do semestre (como todo/a e qualquer professor/a), mas ainda trazendo um monte de documentos e formulários para preencher para o próximo semestre letivo (que já começa daqui a 24 dias corridos) e ainda tendo o desafio de propor 3 novos planos de curso de disciplinas que irei lecionar pela primeira vez na instituição. Como professora responsável que sou, trouxe na minha mala de férias 6 livros daqueles beeeeem grossos que resumem uma teoria inteira e me proponho a fazer um planejamento detalhado das atividades desses cursos no "meu período de férias". Sinceramente, ao escrever isso, deixo de me sentir aquela  professora dedicada e passo a ver a necessidade de "desligar um pouco", de "descansar de verdade", de "recarregar as baterias". Está mais do que na hora de as instituições educacionais começarem a prever "o tempo do planejamento" (individual e coletivo) e também "o tempo do cumprimento das burocracias". Essas coisas não podem mais, definitivamente, ocupar as férias e o descanso do/a professor/a. Não ocupa de nenhum/a outro/a profissional no planeta Terra que está de férias!!! Um protesto aqui e o desejo que tenham excelentes férias a partir de agora!!! Vou começando a puxar a minha própria orelha daqui...